Cafetina americana dá lista de clientes deputados federais

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Uma cafetina está deixando a elite de Washington de cabelo em pé. Tudo porque a Justiça autorizou que ela divulgue a lista de prostitutas e clientes (incluindo número de telefone) que usaram seus serviços durante uma década. Deborah Palfrey montou um império do sexo que ela classificava como"um serviço adulto e legal de fantasia sexual". Das 132 prostitutas que figuravam em sua equipe, a grande maioria possuía nível universitário. Isto, segundo ela, atraía uma clientela selecionadíssima. Entre os usuários do catálogo de D.C. Madam (algo como Madame Washington), como Deborah é chamada, estariam políticos, empresários e até figuras do meio artístico.
Um dos clientes da cafetina que teve o nome revelado é o senador republicano David Vitter, eleito pela Louisiana. O parlamentar admitiu ter usado os serviços da Madame Washington e ter cometido um"sério pecado". Mas, como parece ser tradição na política americana, a mulher de Vitter o perdoou. Só que em 2000, Wendy Vitter reagiu disse, após a revelação de um caso extraconjungal envolvendo o deputado republicano Robert Livingston, que não perdoaria se fosse com o seu marido:"Estou mais para Lorena Bobbitt do que para Hillary". Pepper nos olhos dos outros é refresco!
O empreendimento sexual foi fundado em 1993 e funcionou durante 13 anos, rendendo mais de US$ 2 milhões a cafetina. Imagine, caro leitor, o tesouro que essa mulher tem em mãos? E pior: A"empresária" diz que os seus valiosos CDs podem ter sido pirateados. Em maio ela forneceu vários nomes à rede ABC, mas a emissora alegou que nenhum deles teria apelo noticioso. Muitos não acreditaram na versão da emissora e argumentaram que a ABC foi"convencida" a ficar calada. Será?
O primeiro nome importante envolvido na lista negra foi o de Randall Tobias, funcionário de alto escalão do Departamento de Defesa. Quem será a próxima vítima da Madame Washington?

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