Casanova na Turquia e o harém/ Casanova in Turkey and the harem





Memórias de Casanova, Parte II, Capítulo 3

Josuf Venha comigo; vamos até meu gabinete, do qual trago aqui a chave, por sorte. Mas procuremos não fazer o menor ruído. O gabinete tem uma janela sobre o lago, onde creio que nesse instante se encontram duas ou três das minhas mulheres. Vamos vê-las no banho e gozar de um belo espetáculo, pois não imaginam que alguém as esteja espiando. Elas sabem que, à exceção de mim, este local é inacessível a quem quer que seja.
Entramos no esconderijo. A lua dava em cheio sobre as águas do lago. E àquela luz divisamos três ninfas, as quais, ora nadando, ora de pé, ora sentadas sobre o gradil de mármore, se ofereciam a aos nossos olhares, sob todos os aspectos imagináveis e em todas as atitudes de graça e da voluptuosidade.

Leitor: sinto que devo poupar-te os pormenores do quadro, mas se a natureza te dotou de um coração ardente e igualmente de sentidos, podes imaginar os sentimentos que em mim produziu aquele espetáculo encantador e único 

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