Oscar Maroni Indignado: Mercado editorial brasileiro


         O mercado editorial brasileiro, ao menos o impresso, está em crise. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o segmento Livros, Jornais, Revistas e Papelarias foi o que sofreu mais queda na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). Entre as justificativas, está o crescimento do mundo digital. O setor editorial teve recuo de 16,1% nas vendas, em relação ao ano de 2015. De acordo com a pesquisa do IBGE, trata-se da “mais acentuada queda da série histórica”. A trajetória declinante desta atividade vem sendo influenciada, em especial no que tange a jornais e revistas, por certa substituição dos produtos impressos pelos de meio eletrônico " (IBGE)

               Dados da pesquisa Global E-Book Report mostram que a venda de livros digitais no Brasil já movimenta mais de R$ 35 milhões por ano. No país, segundo o próprio IBGE, 80% das casas possuem um smartphone com acesso à internet. Os aparelhos são suporte para leitura de obras literárias e sites jornalísticos digitais.


Jornais e revistas
Os valores que circulam na publicidade digital seguem em tendência de alta. De acordo com o Interactive Advertising Bureau (IAB), o mercado de propaganda na internet movimentou cerca de R$ 10 bilhões em 2016.

               Ao mesmo tempo, jornais e revistas apresentam, ano após ano, queda de circulação e vendas. Segundo o Instituto de Verificador de Circulação (IVC), os principais impressos do país tiveram queda de 15% no primeiro semestre de 2016.

O dado poderia ser ainda maior, já que o IVC leva em conta tanto assinaturas impressas quanto digitais. A “Folha de S.Paulo”, por exemplo, é mais consumida on-line do que na “versão de papel”.
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